Inflação – Dívida – Tributo

conceitos

Inflação – Para justificar as transferências de valores entre especialistas de produção: especialistas em capitais, especialistas em trabalho, especialistas em propriedades construiu-se através da valorização de alguns bens e serviços, a desvalorização da moeda. O desajuste na representação da moeda e sua disponibilidade no que toca a capacidade do governo emitir moeda e alguns setores receberem de imediato os benefícios desta emissão gera a inflação. Fosse algo fácil de explicar teríamos ao menos um conceito que não fosse este único: Inflação é o excesso de moeda em circulação. E, daí?! Como bem se põe este questionamento quando se percebe uma indefinição ou um conteúdo para lá de vago. Como pode a moeda ser emitida em excesso? Excesso em relação a quê? Em relação ao Capital? Em relação à Terra? Só se for. Em relação ao Trabalho, não há moeda suficiente para que se diga moeda excedente. Só haverá inflação monetária se esta moeda em circulação não se vincula ou representa o Trabalho como de fato, no Brasil, não representa. Toda a moeda será inflacionária se sua emissão não atender às necessidades dos fatores de produção em ter um elemento de representação de valor para funcionamento do Mercado. Então, podemos dizer que será sempre inflacionária a moeda emitida ou disponibilizada que não atenda ao critério de valor econômico. Não é uma relação direta entre emissão e disponibilidades e sim entre emissão e uso/destino que se dá a esta emissão.

Dívida – Todos têm e muito poucos sabem explicar o que ela é e como ela se resolve. Ao nascer herdamos uma dívida de sangue impagável com os nossos pais.  Depois, nascem os nossos irmãos e os pais aumentam seus créditos sem que os filhos dividam ou diminuam a dívida. A sensação de que, um dos irmãos ou irmãs, possam diminuir esta dívida é ilusão.

A dívida é uma obrigação pessoal, moral e intransferível. Podemos compensar esta dívida, mas toda e qualquer dívida é algo impossível de se quitar ou de se resolver. É esta a sensação que temos ao ouvir que devemos algo. É o que nos assusta e nos faz menos solidários porque não queremos estar compromissados pessoal e moralmente. É esta a sensação que o “capitalismo” produz e reproduz. Compromissos financeiros ou negociais são nomeados como “dívidas”. Através deste discurso ficamos impotentes e nos voluntariamos a uma servidão à medida em que ora nos perdoam e ora, novamente, nos liberam créditos e declaram que estes créditos representam novas “dívidas”.

Empréstimos não representam dívidas. Empréstimos são créditos antecipados. São compensáveis no futuro. Se não pagos ou quitados não se convertem em dívidas de acordo com um conceito de fato moral. São créditos a receber pela outra parte cuja resolução dependerá, sempre, de perdão, de quitação ou de descontos pois os créditos que os vinculava, em geral, não se realizou.

Então, Dívida é um compromisso moral de vida e para ser perdoada por amorosidade.

Valores financeiros, de Capital, geram empréstimos e não dívidas.

Então Dívida é um compromisso de vida e para ser perdoada por amorosidade. Valores financeiros geram empréstimos e não dívidas.

Tributo – É toda a arrecadação instituída pelo Estado para atender necessidades globais de custeio ou de investimentos coletivos. Esta concepção é ampla e atende ao que desejamos expor por aqui. Sendo o Estado o único emissor da moeda ele tem que estabelecer regras para que os valores representativos para aquela sociedade circulem de forma a atender necessidades econômicas. Ou seja, o Mercado. Querelas, questiúnculas, informações deturpadas sobre quem paga e quem recebe o quê do Estado ou no Estado serão abordadas com mais profundidade no correr desta apresentação. Que fique registrado que Tributo é apenas parte de arrecadação da moeda emitida pelo Estado para manter regras de funcionamento do Mercado. Entretanto, fatores que determinam uma cultura ou privilegiam setores da economia ou definem um sistema econômico podem provocar deformações sejam elas na arrecadação dos tributos ou na emissão/valoração da moeda emitida. Este aspecto é cerne da proposição aqui apresentada e será devidamente abordada na continuidade do trabalho proposto.

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