Lucro – Juros – Renda

conceitos

Lucro – Numa sociedade que privilegia o Capital e sua moeda serve para acumular Capital mais do que para fazer funcionar o Mercado e estabelecer valor de troca entre os seus participantes, o Lucro se torna objeto de desejo e aspiração de qualquer empreendedor. O Lucro representa para Economia e Contabilidade a diferença ‘em moeda’ obtida entre as Receitas e Despesas, Recebimentos e Pagamentos ou Vendas e Custos. Não importa tanto o que nomearmos. A diferença entre “A” e “B”, se for positiva e significar isso, ‘mais moeda’, significa Lucro. Regra para todos os teóricos de administração de economias particulares é que o melhor/maior lucro determinará a posição no Mercado e o grau de satisfação dos detentores de Capital porque assim tem suas posse aumentadas em razão de atividade econômica que, teoricamente deveria render mais do que a remuneração do capital para e por si mesmo, o Juros. Em algumas sociedades, como a brasileira, isso não deu muito certo. A atividade financeira, disponibilização de Capital conseguiu aliar o Lucro ao Juros criando uma sociedade ainda mais bizarra em termos regionais[RO1]  e na Economia Mundial, o fator Capital mantêm ainda grande domínio.

Juros – Capital  x Taxa x Período de tempo = juros. Ou seja: j = C.i.n. Então podemos dizer que as regras de atuais na sociedade permitem que o Capital agregue valor a si mesmo. Uma vantagem que não se permite a nenhum outro fator de produção da economia. Não vemos elemento Terra crescendo um pouco cada dia, para frente ou para os lados, ou ainda, para cima de ‘outras’ Terras do vizinho, assim como, não vemos o elemento Trabalho sendo valorado pelo ‘Não Fazer’. O Capital consegue esta proeza. Talvez seja a herança mais perversa que a humanidade recebeu da Era da Revolução Industrial. Como os detentores da moeda eram os detentores do Estado, comumente, este privilégio foi compartilhado muitas vezes mas, num certo momento houve a ruptura e particulares se adonaram de Capital e através da ‘reprodução autógena’ dos juros, aumentaram sem limite os seus domínios que hoje vão além dos Estados e sociedades. Os juros seja como política fiscal ou monetária por parte dos Estados, bem como, uma remuneração segura e sem risco real por parte do detentor de Capital contribui muito para a desestabilização da Economia, dos Mercados e da Riquezas Coletivas.

Renda – Apesar de certas inconfidências entre a teoria e prática, a renda, é tão somente o acréscimo de valor a um patrimônio qualquer em moeda ou algo que lhe seja equivalente representar. Quando pela simples existência de um fator de produção houver um ganho de valor ou, se houver um ganho de valor mediante uma atividade econômica empresarial, ou ainda, a descoberta de um tesouro ou um ganho sem um custo equivalente de recursos investidos, há a renda. Por caminho inverso poderíamos dizer que renda é aquilo que sobrou de um encontro de contas. Por exemplo: você deixou aplicado um capital em moeda e ele lhe rendeu JUROS. O capital retorna com mais valor e isso significa Renda (propriamente dito). Se você tem empreendimento e suas receitas superam suas despesas, você teve LUCRO. O Lucro é Renda (meios de produção empregados). Se você possui meios de Produção (TERRA) e, transfere o uso destes meios de produção a terceiros e em razão disso você mantém-se ainda proprietário do bem e recebe ALUGUEL. Você recebe valor em moeda por algo que continua em sua propriedade e isso significa Renda (bensmóveisouimóveis). Se você recebe um Prêmio de Loteria ou um valor qualquer por algo que você fez ou produziu e isto excede as necessidades básicas de qualquer humano para prover a vida, teria descoberto um TESOURO. Isso significa Renda (TRABALHO seu ou de terceiros). Renda, enfim, é todo acréscimo de valor ao patrimônio de particular ou de empresas cuja produção objetive acumulo de Capital e não à manutenção da Vida ou corresponda à realização de um trabalho individual.


 [RO1]Nesta sociedade, Terra e Trabalho são apenas elementos para gerar Capital e transferir riquezas comuns para determinados segmentos sociais que hoje representam bem mais que príncipes e reis de outrora. Terra e Trabalho deixam de ser fatores de produção e ativadores de mercados. Passam a ser  os detentores de fatores de produção Terra e Trabalho impotentes dependentes do Capital. Esta ‘quebra’ de valores acontece algumas vezes em revoluções sejam elas políticas ou monetárias. Novas nomenclaturas de moeda,  indexações, taxas de juros tendem a buscar um novo equilíbrio para a sociedade mas não atingem o cerne das relações econômicas. A objetiva valoração dos fatores de produção e o reconhecimento de mercados.

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