DDR – Distribuição Direta de Renda

Renda Emergencial, Distribuição Direta de Renda ou o CAOS?

Ricardo Oliveira – 15/01/2021

Faz mais de ano que estamos neste impasse da pandemia em razão da Covid-19.

Não temos mais alternativas. Não há Economia sem Renda e não há, também, produção, comércio e distribuição de qualquer bem ou serviço se não houver quem possa pagar por ele.

Uma atitude “negacionista”, seja da realidade, seja das suposições ou, até mesmo, das mais de 200 mil mortes e de milhões de brasileiros sem qualquer renda ou expectativa de sobrevivência, apenas nos dá o título de “IDIOTA”. Apesar da extrema humilhação deste apelido, tem gente que o assume achando-se capaz.

Enfim:

  1. Ninguém por mais “idiota” que seja é capaz de negar que a Renda Emergencial trouxe um certo alívio na vida de quem precisava consumir e para a Economia como um todo.
  2. Muita gente sabe, umas com razão fundamentada e outras apenas porque se comprazem com a miséria do outro que uma emergência não é regra geral.
  3. Pouca gente consegue olhar uma solução social e universal porque estão tão seguros em suas ilhas, suas bolhas ou com suas rendas que acham que a miserabilidade não se constituirá numa ameaça pessoal bem próxima.

Em razão destes desafios proponho que apliquemos uma Política Pública seja na União, nos Estados ou no Município em conjunto ou individualmente porque não devemos ficar avaliando qual será ou seria o mais incompetente ou o mais competente entre eles.

Antes disso precisamos saber que: Dos 5.570 municípios brasileiros, temos 4.032 municípios com Renda PIB “per capita” abaixo da média nacional de 2020 que foi R$ 30.817 (trinta mil oitocentos e dezessete reais).

Qualquer um com uma capacidade mediana de raciocínio reconhece que pouquíssimas famílias poderiam contar com R$ 30.817 por indivíduo em sua casa por ano. Na maioria das casas, de quem tem um emprego, nem a renda bruta dos que trabalham alcançam este patamar.

O Salário-mínimo gera uma Renda Bruta ‘per capita’ de r$ 12.600 (doze mil e seiscentos reais) anualmente.

A necessidade de ter uma Renda Mínima, Renda Básica, Renda Emergencial não deveria se objeto de discussão ante a emergência mundial e sim, uma alternativa para uma DISTRIBUIÇÃO DE RENDA DIRETA. Não um valor simbólico e insuficiente, mas um valor que se constitua num indicativo de que a sociedade busca uma solução.

Podemos escolher um determinado Grupo Etário. Na União estão assim representados:

CRIANÇAS de 0 até 9 anos = 30.865.606 (grande parte delas sem tem o que comer);

JOVENS de 10 até 19 anos = 32.051.233 (a grande maioria deles carentes e desassistidos);

ADULTOS de 20 a 64 anos = 131.293.500 (a maioria sem emprego e sem expectativas);

IDOSOS acima de 65 anos = 18.416.423 (muitos sem qualquer aposentadoria ou renda)

Esta é a configuração do IBGE sobre 212.626.764 brasileiros (população estimada 2020)

Se o governo do BRASIL que se glorifica de uma Renda ‘per capita’ equivalente a R$ 3,66 (três reais e sessenta e seis centavos) por dia não tiver como dispor de uma DISTRIBUIÇÃO DIRETA DE RENDA equivalente a R$ 3,00 (três reais) por dia – R$ 90,00 (noventa reais por mês) para cada brasileiro – não há saída senão pedir, o governo, para sair ou ser tirado.

Se o governo não assume a sua incapacidade e seu erro vai caber a todos os brasileiros assumirem o erro que cometeram na escolha de seus gestores e apelar para que, cada Estado e/ou para cada Município, uma ação que minimize não só a crise econômica, mas a vida ameaçada de cada um de nós.

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